18/08/2009

Excelente desempenho, Nélson!

Apesar da excelente marca de 17.55 metros, Nélson Évora não repetiu o ouro de Pequim na prova de triplo salto. O britânico Phillips Idowu fez uns impressionantes 17.73 e ficou com a primeira posição nos mundiais de Berlim.

Face às diferenças (ainda) existentes nos processos de treino de atletas portugueses e estrangeiros, não posso deixar de congratular o Nélson e os seus técnicos por mais um feito para o desporto nacional de alto rendimento.

Continuem assim!

07/08/2009

De marés (boas ou más) vivem as mentalidades...

Se fosse supersticioso diria que estou numa maré de azar. Esta manhã, chego ao meu carro para ir trabalhar e qual não é o meu espanto quando vejo o pára-choques dianteiro todo no chão.

- Filhos da mãe, bateram-me durante a noite e piraram-se - percebi logo a situação.

Passados alguns segundos, na azáfama de resolver a minha mais que provável ausência do trabalho e a deslocação do carro para uma oficina vizinha, surge-me uma senhora de meia-idade que estava a abrir o seu estabelecimento comercial a questionar se o carro era meu.

- Sim - respondi, tentando perceber os danos provocados por algum noctívago embriagado. Mas porquê, a senhora viu alguma coisa? - ainda perguntei na esperança de obter alguma informação sobre o sinistro.

- Não - assentiu. Se o senhor tirar daqui o seu carro, avise-me. Assim, estaciono o meu mesmo à frente da loja - complementou.

Fiz um enorme esforço para manter o controlo emocional. Então, eu tinha o carro espatifado à frente da senhora e ela queria é que eu o tirasse dali para pôr o dela?

Bolas, que mundo é este em que vivemos hoje?

PS - Escusado será dizer que com tanta coisa em que pensar, só passadas duas horas me lembrei da conversa da senhora. Provavelmente, não ficou mesmo com o lugar.

03/08/2009

Como interromper um treino de força - Parte 2

Um homem deixa de lado o seu treino no ginásio para auxiliar uma jovem em apuros...

... desvia o olhar para não ver as partes intímas e ainda dizem que já não há cavalheiros? Haja alguma consideração pelo género masculino.

27/07/2009

A infância que vale por uma vida

Arrisco-me a dizer que a infância é o melhor período da nossa vida. Não quero com isto ferir susceptibilidades; eu sei que há infâncias e infâncias. Mas se fizéssemos um estudo sobre "taxas de felicidade pura" nas diversas etapas da vida, atrevo-me a prognosticar que na infância se obteriam os valores mais elevados.

Em primeiro lugar, seria necessário definir o conceito de "felicidade pura". Na minha modesta opinião, não é um sentimento de fácil descrição, mas perfeitamente identificável quando acontece. Lembro-me que, durante a minha infância, todas as tardes sentia a "felicidade pura" e, sem preocupações, lá partia libertino para mais um período de brincadeira.

Contudo, os anos passam, as responsabilidades aumentam e a liberdade restringe-se. A liberdade de fazer o que nos apetece, sem pensar em problemas, em trabalho, ou neste e naquele pormenor que não pode ser descurado.

Não me parece que seja um sentimento exclusivo da minha pessoa, porque quando observo crianças a brincar consigo identificar-lhes a "felicidade pura". Só existem elas e o momento. Somente o presente interessa. Não há futuro e o passado, por mais horrendo que seja, desvanece-se. O mundo pára e elas ali estão... verdadeiramente felizes.


20/07/2009

Para além do fim: o mistério

Qual de nós não pensou no fim. Uma simples palavra que tem tanto de breve, como de sinistro e misterioso. Pessoalmente, eu não acredito no fim.

Nós - seres humanos - não somos apenas matéria, somos muito mais que isso: um fenómeno de energia. Porém, nas rotinas de vida ocidentais acabamos por ser demasiado básicos. Utilizámos os músculos para mover as peças ósseas e o cérebro para cumprir com pensamentos lógico-dedutivos e abstractos meramente necessários. A cultura oriental cultiva muito mais a mente do que nós. As horas que os monges budistas passam a meditar colocam-os num patamar existencial muito superior à mesquinhez do nosso quotidiano ocidental. Já ouviram falar em bio-energia? Provavelmente não, mas garanto-vos que é uma coisa fascinante, senão mesmo transcendental, e que requer anos de prática para que consigamos controlar os fluxos energéticos gerados pelo organismo.

Por outro lado, foram documentadas algumas experiências do ser humano em curtos períodos em que o organismo está temporariamente morto (p. ex., uma paragem cárdio-respiratória). Curiosamente, nas experiências quase-morte, designação aceite pela comunidade científica, os pacientes revelam pormenores que assumem uma certa padronização: uma enorme sensação de leveza, a observação dos factos que estão a decorrer num plano exterior ao corpo, um sentimento profundo de paz e alegria, e uma forte atracção por uma luz.

Será que há mesmo um fim?

Porque é que algumas religiões crêem na reencarnação? A reencarnação já foi postulada pela igreja cristã, tendo sido abolida, segundo reza a história, por um imperador romano (Júlio César, salvo erro), por forma a neutralizar as eventuais infidelidades e revoltas dos seus súbditos. A governação pelo medo e pela força sempre foi um grande aliado da cadeira do poder.

Não sei. Simplesmente, não creio que tudo se resuma a um fim. No meio de tanta ciência, avanço tecnológico e conhecimento, será que somos cada vez mais cultos, ou afundamo-nos constantemente num poço de ignorância existencial?

O mistério persiste.