Qual de nós não pensou no fim. Uma simples palavra que tem tanto de breve, como de sinistro e misterioso. Pessoalmente, eu não acredito no fim.
Nós - seres humanos - não somos apenas matéria, somos muito mais que isso: um fenómeno de energia. Porém, nas rotinas de vida ocidentais acabamos por ser demasiado básicos. Utilizámos os músculos para mover as peças ósseas e o cérebro para cumprir com pensamentos lógico-dedutivos e abstractos meramente necessários. A cultura oriental cultiva muito mais a mente do que nós. As horas que os monges budistas passam a meditar colocam-os num patamar existencial muito superior à mesquinhez do nosso quotidiano ocidental. Já ouviram falar em bio-energia? Provavelmente não, mas garanto-vos que é uma coisa fascinante, senão mesmo transcendental, e que requer anos de prática para que consigamos controlar os fluxos energéticos gerados pelo organismo.
Por outro lado, foram documentadas algumas experiências do ser humano em curtos períodos em que o organismo está temporariamente morto (p. ex., uma paragem cárdio-respiratória). Curiosamente, nas experiências quase-morte, designação aceite pela comunidade científica, os pacientes revelam pormenores que assumem uma certa padronização: uma enorme sensação de leveza, a observação dos factos que estão a decorrer num plano exterior ao corpo, um sentimento profundo de paz e alegria, e uma forte atracção por uma luz.
Será que há mesmo um fim?
Porque é que algumas religiões crêem na reencarnação? A reencarnação já foi postulada pela igreja cristã, tendo sido abolida, segundo reza a história, por um imperador romano (Júlio César, salvo erro), por forma a neutralizar as eventuais infidelidades e revoltas dos seus súbditos. A governação pelo medo e pela força sempre foi um grande aliado da cadeira do poder.
Não sei. Simplesmente, não creio que tudo se resuma a um fim. No meio de tanta ciência, avanço tecnológico e conhecimento, será que somos cada vez mais cultos, ou afundamo-nos constantemente num poço de ignorância existencial?
O mistério persiste.