25/10/2009

Um homem pode fazer a diferença?

Este tem feito. Se é bem verdade que o SL Benfica ainda não ganhou nenhum troféu na "era Jesus", é certo que há uns largos anos que não observava a equipa principal do Benfica a jogar como tem jogado.

Um regalo para qualquer sócio/simpatizante descrente pelo passado recente do clube. Que venham mais jogos, mais vitórias, mais golos em abundância e, claro está, os títulos.

Força SLB!

14/10/2009

O ridículo de Maitê Proença

Maitê Proença é notícia pelas piores razões. Em 2007 fez este vídeo, no qual desrespeitou por completo o povo português. O conteúdo da peça é repugnante e a consagrada actriz brasileira deveria ter evidenciado outro tipo de humor que não desprezasse e ridicularizasse Portugal, a sua população e todo o nosso passado histórico.

Perante a indignação dos portugueses, Maitê vem agora pedir desculpas pelo sucedido, apresentando motivos absurdos para justificar o seu comportamento. Já diz o povo: "as desculpas não se pedem, evitam-se". Decerto que a actriz ficaria a ganhar se, no dia em que fez aquela triste figura, tivesse ficado sossegada em casa, especialmente sabendo que tem interesses pessoais e profissionais no nosso país.

"Ahhh, cabecinha pensadora!"

29/09/2009

Saúde, Corpo e Sociedade

A saúde... o que é? Como se pode relacionar tal ideia com o corpo? Como se enquadram estes dois conceitos (saúde e corpo) na sociedade?

Actualmente, as ciências biomédicas esforçam-se por solucionar ‘problemas’ biológicos que estão na origem da doença. À medida que estas ciências evoluem, a esperança média de vida da população tende a aumentar, sendo perfeitamente aceitável que surjam questões como a colocada por Fernando Salvater: “Até onde é lícito ir demasiado longe?”. Na minha humilde perspectiva, reformularia um pouco a pergunta e colocaria-a do seguinte modo: Até onde é necessário irmos demasiado longe? Valerá mesmo a pena?

Naturalmente, cairemos na subjectividade das respostas. Eu terei a minha, o leitor terá a sua e, embora estas possam parecer iguais, nunca o serão verdadeiramente.

Quando nascemos somos, no imediato, introduzidos na sociedade. Hoje em dia, sobretudo nas sociedades mais desenvolvidas, a pessoa que nos diz ‘Olá!’ pela primeira vez é um funcionário do hospital (um médico ou um enfermeiro). Mas porquê um médico ou um enfermeiro, porque não a minha avó ou o meu pai? Porque, até durante o parto, há riscos, colocando-se desde logo em prática o conceito de saúde. Salvater, em O Conteúdo da Felicidade, refere que a saúde é imposta à sociedade e assim o é, logo! Desde o nosso nascimento que estamos sujeitos a certos comentários como: “oh bebé, não come isso que faz mal”; “não faças aquilo que cais e ficas mal”; “olha que a saúde não é de ferro” e por aí fora. Enfim, educam-nos na distinção do que é mau e do que é bom, limitam-nos os comportamentos, modulando-os na tentativa de nos tornarem, única e exclusivamente, úteis. Mas, úteis para quê? Para funcionarmos bem, para no futuro mostrarmos rendimento, sermos produtivos e só assim se justifica a saúde como objectivo geral do Estado.

E o prazer do ser humano, não conta? Para o Estado se não for rentável é supérfluo, sem qualquer importância. Pois é, e para o próprio ser humano? O que seria a vida de um Homem sem prazer? De que serve vivermos 90 anos se nos é vedado ou censurado o acesso aos pequenos prazeres que nos põem um sorriso na cara? Valerá a pena? Eu acho que não!

Então, não será esta ideia de saúde um enorme paradoxo no seio da nossa sociedade? O Estado quer-nos bem de saúde para trabalharmos, para sermos alguém, no entanto, segundo Salvater, está-se nas tintas para se vivemos felizes ou não, se temos prazer ou não. Por muito trivial que isto possa parecer, tem fundamento e revela-se um ponto crucial. Fornecem-nos saúde e neglicenciam determinadas necessidades que nos são essenciais – os prazeres. Tudo isto origina, no meu ponto de vista, um ciclo vicioso: "Saúde - Doença - Saúde - (...)".

Não admira que apareçam notícias indicando que mais de 90% da população mundial ande depressiva.

Ora, neste facto surge outra problemática associada à sociedade. Impõem-nos saúde, mas para vivermos bem, também nos impõem uma sociedade de medidas, onde a imagem corporal é altamente relevante. Nós podemos ser indivíduos fisiologicamente saudáveis, mas em termos de imagem corporal fora de padrões estipulados pela sociedade. Embora continuemos a ser ‘úteis’, muitas são as situações onde tal utilidade não é aceite. Psicologicamente, ficamos arrasados, doentes e mais cedo ou mais tarde essa doença repercute-se pelo todo como uma praga que nos dilacera, o vai ao encontro do referido por Gómez de la Serna, em O Homem da Barba: “(...) de uma ideia exasperada pode brotar a doença e a hecticidade que mata”.

Assim, concluo deixando uma pergunta no ar: Seremos apenas escravos de uma ideia abstracta estúpida ou, pelo contrário, reis manipulados cuja doença surge em função da saúde como elemento a conquistar?

19/09/2009

Extravazar de alegria prejudica a saúde?

Manuel Fernandes, ex-jogador do Sporting Clube de Portugal e treinador com cinco promoções no seu currículo, confessou que a ascenção à I Liga com a União de Leiria na época 2008/2009 foi a mais saborosa.

O vídeo seguinte mostra a festa da dita promoção dos leirienses e, particularmente, do técnico aquando da vitória em Aveiro, diante do Beira-Mar. Contudo, nem tudo foi motivo de festa para Manuel Fernandes...

Apreciem o extravazar de alegria do "mister" e... ups... uma "roturazinha" muscular aos 31 segundos do clip. Imaginem só se fosse a primeira promoção da vida do homem. Seria o quê, um enfarte agudo do miocárdio?

Livra!

10/09/2009

A Selecção e o Mundial 2010

Se partirmos do pressuposto que a selecção portuguesa vence a Hungria e Malta em Portugal e a Suécia ainda vai jogar diante dos líderes na Dinamarca, penso que há toda a legitimidade de sonharmos com a presença no Mundial da África do Sul em 2010.

Não posso deixar de concordar que foram cometidos alguns erros impensáveis durante a campanha, mas também é certo que o factor sorte, ao invés do que tem acontecido com a equipa sueca, não tem estado do nosso lado. Torço para que os nossos jogadores e equipa técnica consigam chegar ao "playoff" e formar uma verdadeira equipa de futebol, porque até ao momento não se tem extraído o potencial máximo individual de cada elemento.

Nunca gostei do cenário de depender de terceiros, porém, ingenuamente, eu acredito no apuramento.