Foto: Parque Desportivo do JD Monchiquense coberto de granizo.
21/04/2011
09/04/2011
Jerusálem
Jerusalém é um romance de escritor português Gonçalo M. Tavares. O enredo varre conceitos como a dor, o conhecimento, a loucura, a tragédia e, de forma implícita, a justiça. A dor de Mylia e a sua loucura; a esquizofrenia do seu amante Ernst; a busca pelo conhecimento do reconhecido investigador, também casado com Mylia, Theodor Busbeck; o seu filho ilegítimo, Kaas Busbeck; a mente assassina do veterano de guerra Hinnerk; a prostituição de Hanna, são parte constituinte de um argumento denso e fatalista.
Os diversos personagens, com as suas peculariedades, em algum ponto da narrativa, acabam por se encontrar. O desfecho trouxe-me sentimentos como a estupefacção e a paz. Não é um típico romance em que tudo termina bem; no meu ponto de vista, o conceito de justiça brinda o leitor como uma surpresa inesperada. O livro venceu o Prémio LER/Millenium BCP (2004), o Prémio Literário José Saramago (2005) e o Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa (2007).
03/04/2011
O Velho que Lia Romances de Amor
Como participante tive de ler a obra, desconhecendo, por completo, o seu autor. Maravilhou-me o modo como o escritor retrata a antítese entre os seres humanos que se degladiam por destruir o "pulmão" do planeta Terra (floresta Amazónica) e outros que vivem e protegem o que é o seu habitat natural: os índios shuar.27/03/2011
O pormenor na génese de um "saber fazer" colectivo
No futebol, a utilização de caneleiras no processo de treino não é consensual. Constata-se, inclusivamente, existir uma espécie de aversão generalizada a este material, que não possui outro fim que não seja a protecção das pernas dos praticantes.
Foto: Jogadores da equipa sénior do SLB a treinar... sem caneleiras.
O treino assume, por natureza, o objectivo primordial de preparar a equipa para o fenómeno competitivo. A especificidade, princípio metodológico amplamente difundido com as correntes ou ideias contemporâneas da periodização do treino, parece não adquirir expressão no simples uso desta protecção. Enquanto estudante na área de Metodologia do Treino - especialidade Futebol, o professor advertia que não deixava ninguém treinar sem caneleiras, precisamente porque as circunstâncias do treino devem assemelhar-se ao máximo às particularidades das diversas situações de jogo.
Então, interrogo-me porque é que vislumbro, constantemente, jogadores de alto rendimento a descurar este pequeno pormenor em treino? Neste contexto, deixa de haver contacto físico? Não ocorrem choques? A desculpa esfarrapada de ser incómodo serve de pretexto para não "consciencializar" o jogador a utilizar o material? Durante um jogo, admitindo que seja incómodo - eu não o considero - é obrigatório; no treino, deveria ser igual. Sejamos coerentes.
Não sei se sou eu que sou mesquinho, porém é um aspecto que me cria uma confusão tremenda. Nas minhas equipas, todos usam caneleiras; é regra. Nas equipas dos outros, quem gere os procedimentos disciplinares não sou eu, o que não me impede de discordar ou concordar com a adopção de determinadas normas de conduta.
Acima de tudo, eu proponho que qualquer norma como a exemplificada seja aplicada de forma coerente e convenientemente explicada ao jogador. A mera obrigação não pode transcender o seu entendimento e posterior respeito. É através deste "código de acção" que o grupo formará a linguagem universal de base, subjacente à sua evolução no "saber", no "fazer" e, sobretudo, no "saber fazer" colectivo. É neste sentido que julgo ser perigoso neglicenciar o "pormenor".
06/03/2011
Núcleo de Futebol da FMH
Hoje foi confrontado com um pedido de amizade no Facebook: "Núcleo de Futebol quer ser teu amigo". Curioso, fui ver de quem se tratava e, tal não foi o meu espanto, quando me apercebi que ex-alunos da Faculdade de Motricidade Humana, alguns meus colegas na instituição, tiveram a brilhante iniciativa de formar um Núcleo de Futebol com a preocupação de debater e melhorar a qualidade dos procedimentos e dos processos inerentes ao fenómeno futebol.
Foto: Núcleo de Futebol da FMH (fonte: Facebook).Deram os primeiros passos com a organização de seminários, conferências e palestras, convidando figuras de reconhecida competência do futebol/desporto nacional. Porém, o que mais me deliciou, na verdade acepção da palavra, foi constatar que publicaram recentemente a primeira edição da NFFMH Magazine e com artigos de qualidade (download gratuito aqui).
Novas preocupações, novos anseios e um novo paradigma em prol de um futuro melhor para o futebol e para o desporto nacional.
Os meus sinceros parabéns aos dinamizadores do Núcleo de Futebol da FMH.