23/03/2014

O futebol e o fator humano

«A grande revolução do futebol está no fator humano.»

A frase pertence ao professor catedrático Manuel Sérgio e fez eco no debate «A importância da ética na sociedade moderna», que decorreu, no passado mês de fevereiro, no Ginásio Clube Português, em Lisboa.

Não deixa de ser estranha a coincidência de se discutir a ética no desporto e vermos, poucos dias depois, Jorge Jesus a mostrar 3 dedos a Tim Sherwood (treinador do Tottenham), na sequência do terceiro golo do SL Benfica, na primeira mão dos oitavos-de-final da UEFA Europa League, em White Hart Lane. O respeito, o bom senso e a humildade deveriam ser predicados obrigatórios para um treinador de elite e o treinador, em si, deve estar à altura da grandeza do clube que representa.

Imagem: Jorge Jesus e os três dedos mostrados a Tim Sherwood.
(fonte: www.thesun.co.uk)

O gesto do atual treinador do Benfica foi de uma baixeza deplorável e, pior, foi reincidente. Relembremos os 4 dedos mostrados a Manuel Machado (treinador do Nacional), em pleno Estádio da Luz, em outubro de 2009. Nessa ocasião, Jorge Jesus desculpou-se com «a linha de 4 homens no meio-campo», desta vez, o tiro saiu-lhe pela culatra, tornando o enredo ainda mais hilariante: «O n.º 3 é o Luisão, 1, 2, 3… Luisão.», quando, na realidade, o capitão do Benfica é o n.º 4. Portanto, parece-me óbvio que a revolução do fator humano ainda não atingiu o futebol de Jorge Jesus.

Contudo, dou a mão à palmatória, nem só de defeitos vive este treinador: trabalha bem as suas equipas, ofensiva e defensivamente; sabe aproveitar e potenciar as qualidades individuais de alguns jogadores; transmite disciplina, rigor e exigência. No que se refere ao lado humano, e no qual deverá residir boa parte das competências de um treinador de excelência, não me coíbo de subscrever a célebre afirmação de Manuel Machado:

«Na vida, um vintém é sempre um vintém e um cretino é sempre um cretino.»

21/03/2014

Dia Mundial da Árvore


Foto: Parque Aventura da Foia (6-agosto-2013).

As árvores,
Erguem-se acima do nosso olhar
Protegem-nos, dão-nos vida
Na ténue esperança
De nos recordar
Que o planeta Terra,
Da barbárie humana,
Devemos preservar. 

28/02/2014

Uma dúvida existencial: o que é a experiência?

Hoje acordei com uma dúvida imensa. Talvez por sonhar não saber do que se trata a experiência, na sua verdadeira essência, decidi visitar o meu dicionário de Língua Portuguesa. As diversas possibilidades não me satisfizeram e, deste modo, tentei a minha sorte na web. Após longos minutos de busca, deparei-me com as palavras eruditas de um mestre.

- O que é isso «experiência»? - indagava ele com a sua posse emproada, só ao alcance de escassos seres humanos abençoados pelo dom da sabedoria.


Depois desta explicação, não mais voltarei a confiar o meu conhecimento à extensa lista de termos portugueses que consta num qualquer dicionário.

21/02/2014

Houve Volta em Monchique

Longe vão os tempos das míticas subidas ao alto da Foia, quando a Volta ainda era a de Portugal. A multidão aglomerava-se à beira da estrada para ver passar o pelotão e incentivar os seus preferidos. Eu, então miúdo, o que queria era as garrafas dos ciclistas; descer os cerros e meter-me pelas silvas adentro era, portanto, uma aventura com propósito bem definido.

Ontem, cruzei-me com a Volta – a do Algarve – e registei o momento.

Imagem: Chegada a Monchique na 2ª etapa da 40ª Volta ao Algarve.

Para a história fica a pedalada do português Rui Costa e o seu 2º lugar na etapa «Lagoa – Monchique», a escassos metros do polaco que triunfou. 

E o aparato? Fugaz, mas como há muito não se via pela vila…

28/01/2014

SICAL - «Na origem de um novo autor»

Um dia murcho de inverno. Esmorecido, como a «nevrinha» que teimava em cair, pedi um café. Comigo trouxe uma pequena lembrança:

Imagem: Nova coleção de pacotes de açúcar da SICAL ("Ecos da Loucura", um dos microcontos vencedores). 

Não mais voltei em mim.