19/09/2006

Cartão Vermelho.

A arbitragem no futebol sempre teve um destaque muito especial no nosso país. A verdade é que a Liga Bwin 2006/2007 já se anima à 3ª Jornada com tanto caso mal julgado. Eu pergunto: quem são os culpados? Serão os árbitros que mais não sabem ou não podem? Será a estrutura do futebol profissional que não reconhece profissionalismo nenhum na arbitragem? Será o governo, porque tem que ter sempre algum bafo de culpa naquilo que de mal se passa em Portugal?

Pois bem, eu não sei de quem é a culpa, mas num futebol que se diz profissional, todos os elementos que nele participam têm de se enquadrar no "sistema" enquanto tal, ou seja, profissionais.

Se os jogadores treinam diariamente e são pagos a peso de ouro para dar espectáculo ao fim-de-semana; se os treinadores não fazem mais nada para além do futebol e recebem ordenados chorudos; e, se os dirigentes vivem para os clubes e denotam ostentação; porque é que o João Ferreira é bancário, militar ou advogado e um dia por semana julga situações de jogos profissionais que tanto interesse despertam entre o nosso povo?

O resultado não pode ser outro... cartão vermelho!

11/09/2006

Um paradigma vigente.

Diremos então que existem sete idiomas universais: o dinheiro, a política, a arte, o sexo, a droga, a corrupção e o desporto. O desporto reúne todos eles. (Pires, 2003: 47)

Pires, G. (2003). Gestão do Desporto: Desenvolvimento Organizacional. Porto: APOGESD.

10/09/2006

O que eu quero não existe!

Quero uma mulher bonita
Com um corpo bem feito
Forte psicologicamente
E um relacionamento perfeito


Quero uma mulher com carácter
Que não entre em devaneios
Que seja meiga para mim
E me dê filhos porreiros


Quero uma mulher educada
Sorridente e bem formada
Cuja paixão por mim...

Seja verdadeira, não fachada

Quero uma mulher utópica
Que simplesmente não existe
Sonho até encontrar...
Um final que não se quer triste.

06/09/2006

Quando se liga o "complicómetro"...

A nossa selecção empatou ainda há pouco na Finlândia (1 - 1), no primeiro jogo de apuramento para o EURO 2008. Bem sei que a época está a começar para a generalidade dos jogadores portugueses. Bem sei que não foram convocados jogadores importantes na equipa devido a lesões ou preparação insuficiente (Maniche, Meira, Jorge Andrade, Miguel ou Simão). Bem sei também que quando se liga o "complicómetro", as coisas complicam-se... na verdadeira acepção da expressão.

Há anos que Scolari comete, quanto a mim, alguns erros na escolha de um ou outro elemento. Concordo com ele na maioria das suas opções, encaro-o como um excelente técnico, mas o Ricardo Costa deixa muito a desejar. Hoje foi "papado" à grande na jogada do golo dos escandinavos e, posteriormente, quando Portugal tinha tudo para construir um resultado mais em conta (a vitória), deita tudo a perder com uma infantil, mas justa, expulsão!

De facto, Scolari tinha razão: o empate seria um bom resultado, com a ressalva de termos desnecessariamente ligado o célebre aparelho indutor de dificuldades - o complicómetro.

27/08/2006

Vergonha Nacional.

A Liga Portuguesa de Futebol começou na sexta-feira, acrescente-se com o nome Bwin, no entanto, não é o Futebol propriamente dito que está em voga no momento. Seria esperar muito dos nossos pseudo-dirigentes desportivos.
O "caso Mateus" domina o nosso Futebol, arrisco a dizer, actualidade desportiva em Portugal. Os membros da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, comandados pelo sr. Valentim Loureiro (um grande exemplo de dirigismo desportivo), conseguiram arrastar as averiguações/conclusões/rectificações deste caso para datas coincidentes com o início da Liga. [Uma estrondosa salva de palmas]

São competentes estes senhores! Claro está que a FIFA já nos caiu em cima: ou vocês se orientam, definindo quem decide e aplica as leis específicas do Futebol (LPFP ou FPF), ou os vossos clubes e a selecção nacional ficam suspensos de todas as competições internacionais. [Agora, engolimos em seco]

Não parece, mas é simples, meus senhores: temos uma legislação e órgãos que gerem, legitimamente, essa legislação. Então porquê recorrer aos tribunais comuns? O Futebol só tem autonomia para aos fins de semanas vermos uns belos jogos e durante a semana acompanharmos as notícias do nosso clube? Não pode ser! É incompreensível como um órgão como a LPFP manifesta a incapacidade, quando tem a faca e o queijo na mão, para decidir, sabendo para além disso, que as suas (boas ou más) decisões poderão vir a ser rectificadas por uma instância superior civil.

Inqualificável! Novas reformas no Sistema Desportivo precisam-se...