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19/05/2023

Aniversários: 17.º do blogue Linha de Passe e 10.º de “namoro” com a minha Patrícia

Dezoito de maio de dois mil e vinte e três. Um dia de ocasião e de recordatória. Em 2006, criei o blogue Linha de Passe (figura 1), quase como um instrumento de catarse para os meus pensamentos e desejos, para as minhas dúvidas, crises e vivências. Em 2013, o dia que mudou o estado solitário da minha existência para uma conjuntura inicial a dois e, atualmente, a cinco. É uma data especial, que poderia ter sido comemorada a preceito, mas não foi.

Figura 1. 17.º aniversário do blogue Linha de Passe e, bem mais importante, uma década de "namoro" com a minha esposa.

Foi, sim, um daqueles dias avessos, em que o contrário se funde com o que deveria ser a direção certa. Talvez advenha de um estado de espírito inquieto, um pouco à deriva com o sentido que a vida tomou. O tempo passa e as ideias e os projetos multiplicam-se a uma escala inversamente proporcional às possibilidades que tenho para concretizá-los. Uma existência repleta de afazeres, alguns insignificantes, que pouco ou nada acrescentam. 

Regresso ao início: análise da situação e definição de prioridades. O que importa mesmo? É aqui que tudo se edifica ou que tudo desmorona. É aqui que podemos começar a primar pela diferença: a felicidade em permanente construção.

Parabéns e obrigado, meu amor!

Feliz aniversário, Linha de Passe!

18/05/2022

O 16.º aniversário do blogue Linha de Passe

O blogue Linha de Passe celebra hoje 16 anos de existência (figura 1).

 

Figura 1. O 16.º aniversário do Linha de Passe (18-maio-2022).

 

Por razões que mencionei outrora (link), é um dia duplamente especial para mim. Sem me querer alongar em celebrações, até porque se trata somente de uma data que, por coincidência, me recorda decisões felizes que tomei na minha vida, finalizo com três lições que tenho vindo a assimilar, de há 16 anos a esta parte, com as reflexões e os textos que amiúde por aqui vou escrevendo:

 

1) Opiniões e convicções há muitas, mas se não forem devidamente informadas e fundamentadas, ou são falíveis ou depressa passam à história; 

2) Vivemos na era da (des)informação, confirmar a veracidade dos factos e dos dados é absolutamente crucial e marca a diferença entre a credibilidade e a inutilidade; 

3) Não se altera a essência do ser, porém, as nossas perspetivas, crenças e ideias são moldadas pela idade e pela experiência – o que fazemos ou acreditamos no presente pode não se repercutir no futuro, seja a curto, médio ou longo prazo.

 

Parabéns ao blogue de Linha de Passe!

(https://www.facebook.com/blogueLinhaDePasse)

28/01/2014

SICAL - «Na origem de um novo autor»

Um dia murcho de inverno. Esmorecido, como a «nevrinha» que teimava em cair, pedi um café. Comigo trouxe uma pequena lembrança:

Imagem: Nova coleção de pacotes de açúcar da SICAL ("Ecos da Loucura", um dos microcontos vencedores). 

Não mais voltei em mim.

02/03/2011

Perspectiva Circunstancial

Figura: Povo de Baixo, Alferce (10h40)

As circunstâncias actuais levam-me a reparar, mais do que nunca, nos chamados gastos desnecessários, designadamente quando se repetem dia após dia.

OFF, se faz favor!

09/05/2010

RESERVADO para... 9 de Maio?

Não foi apenas no Marquês de Pombal (Lisboa) e na Avenida dos Aliados (Porto) que apareceram faixas "Reservado" colocadas pelos adeptos do Sport Lisboa e Benfica. Também em Monchique, no Largo dos Chorões, se fez valer a fé dos sócios e simpatizantes do clube na conquista da Liga Sagres - Época 2009/2010.

Figura: Local reservado pelos adeptos do SLB em Monchique (Largo dos Chorões).

É importante que esta ansiedade seja convenientemente gerida pelos jogadores e pela equipa técnica, porque se é bem verdade que o SLB tem todas as hipóteses para festejar, também são reais as possibilidades de desilusão. Apesar disso, eu creio que, no fundo, o que os adeptos do glorioso queriam mesmo era comemorar em força no dia 9 de Maio. Para a grande maioria é um dia como qualquer outro; para mim, tenho-o como um dia muito especial.

Será um enorme orgulho comemorar a conquista da Liga Sagres 2009/2010 no dia do meu 27º aniversário.

Força BENFICA!

30/10/2009

Episódio claustrofóbico

23h29: Fecho o saco do lixo e decido ir levá-lo ao ecoponto. Levo o telemóvel? Não, sim, não, sim, é melhor, já é tarde e nunca se sabe o que pode acontecer.

23h32: Carrego no botão "0" do elevador, de modo a descer os dois andares. É raro não utilizar as escadas, mas no final do dia a "preguicite aguda" manifesta-se de forma avassaladora.

23h34: - Estou sim? Desculpa estar a acordar-te, mas podes dirigir-te ao elevador? Fiquei preso algures entre o resto-chão e o primeiro andar. (...) Não, a luz foi-se (...).

23h37: - Boa noite. É do piquete de serviço da Elevis? Estou preso num elevador da vossa empresa. (...) Estou no prédio da rua (...). Julgo que o elevador parou devido a uma falha eléctrica no prédio. Está muito abafado aqui dentro. (...) Ok, eu vou ficar calmo. Está muito longe? (...) Até já.



00h28: - Muito agradecido! Fogo, já não sabia o que havia de fazer lá dentro. Imagine se tivesse deixado o telemóvel em casa (...).

Por diversas vezes já tinha equacionado o quão hilariante seria ficar preso num elevador, porém sem prever qualquer sensação associada a claustrofobia. Acreditem que de interessante não tem nada.

E saber que, passados cinco dias, o maldito elevador ainda continua avariado. Pessoalmente, nunca me fez grande diferença; agora muito menos. Subo/desço as escadas e contribuo para o dispêndio energético diário. Episódio encerrado.

11/06/2009

Portagem 16

Quantos de nós - algarvios - após um percurso de mais de 250 km não ficamos retidos às portas de Lisboa, nas portagens da Ponte 25 de Abril? Para quem, como eu, nunca teve paciência para a via verde, está-se sujeito a enormes períodos de espera para entrar na capital.



Contudo, uma pessoa que muito estimo alertou-me para uma escapatória perfeitamente legal. Chama-se Portagem 16. Exceptuando o período entre as 6 e as 10h dos dias úteis (aberta exclusivamente a transportes públicos), esta portagem já me poupou, até à data, algumas horas de espera. O único cuidado a ter é ao encostar tudo à direita, cruzando as faixas de rodagem provenientes de Almada. Porque não?

16/12/2007

O "faz-de-conta"!

- O Sr. sabe como é?

- Desculpe, como é o quê?

- Viver sem nada para fazer?

- Não, nunca cheguei ao ponto de pensar nisso.

- Não queira chegar... ainda! Ter que viver um "faz-de-conta" permanente para nos sentirmos úteis, ou melhor, para nos lembrarmos que ainda estamos vivos.

- Não percebo. Está a falar do quê?

- Da velhice, jovem.

- É assim tão mau?

- Não direi mau. Talvez, difícil. Um dia, se Deus quiser, há-de lá chegar. Claro que depende de como cada pessoa encara a vida, ou o que resta dela. Alguns acordam a chorar, limitando-se a esperar pela morte; outros vivem uma rotina mecanizada pela incapacidade de mudar as suas acções; e outros, como eu, vivem o "faz-de-conta". Meu caro jovem, se eu pudesse trocar de corpo consigo, faria muita coisa que não fiz quando tinha a sua idade.

- Ai sim, como por exemplo?

- Olhe, deixaria de pensar tanto no trabalho e no meu futuro e partiria para outros destinos. Viajar tanto quanto pudesse. Em cada qual arranjaria qualquer coisa para me sustentar, porque quando um homem quer, ele é capaz... de tudo. Percebe-me?

- Sim. Pensaria mais no presente, sem planear o futuro, é isso?

- Mais ou menos, temos sempre que pensar no futuro, pensar em antecipação. Sabe, mais vale prevenir que remediar.

- Tem razão. Mas assim está a contrariar o que disse anteriormente.

- Não necessariamente.

- Então?

- Saber que amanhã dá um jogo de Futebol na televisão, não implica que já saibamos o resultado.

(Sorri!)
- Pois. Você tem um bom ponto de vista.

- O "faz-de-conta" obriga-nos a pensar muito na vida. Todos os dias é um filme novo, senão acordamos a chorar no dia seguinte e assim sucessivamente até que a morte nos abrace de vez.

O velho tem uma expressão serena e transparece sinceridade. As rugas encharcam-lhe uma feição que já viu e passou por muito. Excelente comunicador, fluente no discurso e seguro no pensamento.

- Não fique aí parado, jovem, Vá à sua vida. Aproveite o melhor possível. Um dia, se não lhe pregarem nenhuma partida, vai ter tempo para pensar o dia todo.

Despeço-me do velhote e agradeço os dois dedos de conversa. Dou meia-volta e sigo o meu caminho, não sem antes pensar na expressão "faz-de-conta". Um teatro? Uma personagem? Todos os dias uma nova peça, um novo palco?

Talvez, um dia.

26/04/2007

No sítio errado na hora errada (literalmente).



Foi a jogada n.º 1 há duas semanas no programa NBA Action e percebe-se porquê. É uma autêntica raridade fazer um "auto-cesto" no Basquetebol, no entanto, o Darius Songaila conseguiu-o... e com o ombro!

P. S. - Aos mais supersticiosos, peço-vos que não culpem o malvado do "destino" por propiciar esta interessante casualidade.

14/10/2006

Sexta-feira, 13!

Ontem, sexta-feira - dia 13 de Outubro de 2006 - aconteceu algo que nunca me tinha acontecido. Depois de um dia extenuante de trabalho, furei o pneu dianteiro esquerdo do meu carro ao regressar a casa por volta das 21h15. Foi a cereja no topo de bolo no final de uma semana bem preenchida.

Eu que até não sou supersticioso, não pude deixar de pensar no "dia do azar". Nos 365 dias de 2006, tinha logo de ser na segunda, e última, sexta-feira 13 do ano!
Para quando um "dia da sorte"? Pode muito bem ser uma sexta-feira, a ver se a Marisa Cruz me "oferece" o prémio do Euromilhões...

20/07/2006

Hipertrofia Instantânea

Foi ontem à tarde nas piscinas onde faço vigilância. Um grupo de rapazes por volta dos 18 anos, mais um puto com os seus 11/12, estavam a jogar à bola e num momento de menor precisão, lá vai o "esférico" para cima do muro. Quem foi buscar a dita cuja, adivinhem só: o puto (claro!).

Trepou colocando os pés nas brechas entre as pedras, agarrou na bola e foi literalmente atacado por vespas. Não eram 2 ou 3, diz quem viu que eram, no mínimo, uma dúzia. O puto:

- Ai, ai, ai, elas estão-me a picar - enquanto se sacudia abruptamente, perante o olhar pasmado dos outros.
- Salta, cara**o! - aludiu um dos mais velhos.
Saltou (bem que se podia ter aleijado a sério), ainda correu 3 ou 4 voltas no mini-campo de jogo, enquanto outro dos mais velhos gritava:
- Vai para a piscina, pá!

Dadas as tais 3 ou 4 voltas de pura aflição, conseguiu-se livrar dos insectos, contudo com 8 picadas por todo o corpo. Desde o calcanhar esquerdo, até ao braço direito, passando pela zona lombar, só não apanhou o rosto...

Resultado: saiu da piscina com um cabedal de fazer inveja a qualquer um desses "armários" que levam a encher nos ginásios diariamente. A fórmula é inovadora: queres ficar com grande caparro, sem perder meses e meses de ferro para baixo e para cima? Mete-te no meio de vespas ou abelhas, não sem antes confirmar se és ou não portador de alergia às suas picadas...