14/08/2007

A Saúde Portuguesa: SIMPLEX!


12 de Agosto de 2007 - Domingo
14h40 - Entrada no SAP de Monchique para consulta.
14h50 - Fui atendido pelo médico de serviço que me comunica: "Tem que tirar radiografia no Hospital de Portimão.".
15h10 - Viagem para o Hospital do Barlavento Algarvio, no qual dou entrada às 15h40.
16h10 - Após 20 minutos numa primeira sala de espera (por mim designada como Sala A), sou chamado à sala de triagem, onde a seguir a um breve inquérito me dão uma pulseira com um traço amarelo (situação urgente).
16h45 - Sou atendido por um médico proveniente de um país de leste, depois de 35 minutos na Sala A. Após análise clínica ao meu tornozelo solicita um Raio-X. Pergunto-me para que serviu a minha visita ao SAP de Monchique, não tinha já passado esta fase?
16h50 - Sento-me numa outra sala de espera (por mim apelidada de Sala B) e aguardo que me chamem para Raio-X.
16h57 - Sou chamado para Raio-X. Percorro um corredor de aproximadamente 30 metros e aguardo a minha vez numa terceira sala de espera (Sala C).
17h03 - Entro no serviço de Radiologia para efectuar os exames.
17h06 - Volto à Sala B e aguardo chamada do médico.
17h15 - Sou novamente atendido pelo médico de leste que, ao observar minuciosamente as radiografias, conclui que tenho de fazer mais "chapas".
17h20 - Volto à Sala B e aguardo que me chamem ao serviço de Radiologia.
17h26 - Sou chamado para novos Raios-X, sendo atendido de imediato sem necessitar de esperar na Sala C.
17h30 - Já com as "chapas" tiradas, regresso à Sala B para... ufa... aguardar.
18h10 - Sou novamente atendido pelo médico de leste, que me informa para voltar para a Sala B, pois os exames realizados ainda não chegaram, via internet, ao computador do balcão n.º 2 de clínica geral. "Mas doutor, foram tirados há 40 minutos.", declaro-lhe. "Mais 15 minutos volto a chamá-lo", responde o clínico. Volto à Sala B.
19h15 - O médico chama-me pela quarta vez, já com o resultado das últimas radiografias. Confirma-se: "Não há fractura!", mas quer uma opinião do ortopedista que está no bloco operatório... Volto à Sala B, agora sob a responsabilidade do especialista.
19h30 - "Chama-se Carlos Almeida ao bloco de Ortopedia", soa no comunicador. O médico vê as radiografias, olha para o pé e diagnostica: "entorse, há ruptura parcial do feixe anterior dos ligamentos, mas não está nada partido". Depois das recomendações, a enfermeira faz a ligadura e despedimo-nos.
19h37 - Realizo o pagamento, recebo os recibos e saio do hospital.
Um domingo em grande não haja dúvidas. SIMPLEX!

08/08/2007

A magia da ingenuidade

Local: Praia da Ilha de Cabanas de Tavira.

Contexto: Férias Desportivas de Monchique; Grupo A - dos 6 aos 10 anos; Actividade de lançamento de papagaios.

Situação: Primeira ida ao banho...

Mariana (8 anos): - Oh professor, veja lá, a água está cheia de alface.

Joana (8 anos): - Duhh, não é nada alface, é couve!

Fui incapaz de me intrometer na discussão. Fiquei apenas a observar aquele momento mágico e divertido. Mais tarde esclareci que eram algas e não alfaces ou couves. As pequenas, que entretanto tinham espalhado a ideia da alface por cerca de duas dezenas de colegas, fitaram-me desiludidas por ser algo que não conheciam. Ainda assim, voltaram para casa contentes por terem estado na "praia da alface"... a fazer "voar papagaios".

Quem sou eu para contrariar?

31/07/2007

Monchique - Noites de Verão 2007

11 de Agosto - Dia Internacional da Juventude

BLASTED MECHANISM

22h - Parque São Sebastião

"Let's start a Revolution!"

28/07/2007

Por uma "NIGHT" sem discriminação

Nota introdutória: No dia 5 de Agosto de 2006 escrevi, neste mesmo blog, um "post" intitulado "A noite: um mundo para as mulheres". Referi, entre outras ideias, que "a identidade de um ser humano na 'noite' resume-se a uma estratégia de persuasão regulada por gorilas com perímetro de bicípete superior ao perímetro da cabeça" e que "custa-me, portanto, a aceitar, numa sociedade que tanto apela à igualdade de direitos entre homens e mulheres, e pela qual eu mantenho uma posição favorável, que ainda existam exemplos destes de pura discriminação sexual", isto a propósito das inúmeras vezes que fui "barrado" à porta de bares ou discotecas nacionais.

Ontem - 27 de Julho de 2007 - quase um ano depois, qual não é o meu espanto quando leio o seguinte título no Diário Digital: "Advogado alega que 'Ladies Nights' discriminam homens".
Citando o artigo, "Roy Den Hollander, advogado em Manhattan, interpôs num tribunal federal uma acção que, caso a ganhe, terá repercussões a nível nacional - ele alega que as 'Ladies Nights' nos bares são inconstitucionais porque fazem discriminação de preços com base no género."

Mais cedo ou mais tarde isto tinha que acontecer e não ocorre somente nas 'Ladies Nights', mas de uma forma geral. Quantos homens são diariamente impedidos de entrar na discotecas apenas por serem do género masculino? Haverá outra explicação para além da pura discriminação sexual?

Espero sinceramente que o "falhado" que tem este "ponto de vista idiota", como acusa um gerente de um clube nocturno de Nova Iorque, vença este processo.

A sociedade agradece!