07/08/2009

De marés (boas ou más) vivem as mentalidades...

Se fosse supersticioso diria que estou numa maré de azar. Esta manhã, chego ao meu carro para ir trabalhar e qual não é o meu espanto quando vejo o pára-choques dianteiro todo no chão.

- Filhos da mãe, bateram-me durante a noite e piraram-se - percebi logo a situação.

Passados alguns segundos, na azáfama de resolver a minha mais que provável ausência do trabalho e a deslocação do carro para uma oficina vizinha, surge-me uma senhora de meia-idade que estava a abrir o seu estabelecimento comercial a questionar se o carro era meu.

- Sim - respondi, tentando perceber os danos provocados por algum noctívago embriagado. Mas porquê, a senhora viu alguma coisa? - ainda perguntei na esperança de obter alguma informação sobre o sinistro.

- Não - assentiu. Se o senhor tirar daqui o seu carro, avise-me. Assim, estaciono o meu mesmo à frente da loja - complementou.

Fiz um enorme esforço para manter o controlo emocional. Então, eu tinha o carro espatifado à frente da senhora e ela queria é que eu o tirasse dali para pôr o dela?

Bolas, que mundo é este em que vivemos hoje?

PS - Escusado será dizer que com tanta coisa em que pensar, só passadas duas horas me lembrei da conversa da senhora. Provavelmente, não ficou mesmo com o lugar.

2 comentários:

Miss quero-paz-no-mundo-e-tal disse...

E isso foi em Monchique? (sorry não sei onde vives) é que parece-me dificil, tem mais ar de Portimão!

Carlos Humberto Almeida disse...

Em Monchique já me aconteceu uma muito semelhante há uns anos atrás. Desta vez foi mesmo em Portimão. :|

Sorte desgraçada, mas houve uma simpático casal que observou o acontecimento e já me deu alguns dados preciosos do/a senhor(a) (matrícula, marca e modelo da viatura) que fez aquele bonito serviço.

Veremos o que acontece...