27/07/2009

A infância que vale por uma vida

Arrisco-me a dizer que a infância é o melhor período da nossa vida. Não quero com isto ferir susceptibilidades; eu sei que há infâncias e infâncias. Mas se fizéssemos um estudo sobre "taxas de felicidade pura" nas diversas etapas da vida, atrevo-me a prognosticar que na infância se obteriam os valores mais elevados.

Em primeiro lugar, seria necessário definir o conceito de "felicidade pura". Na minha modesta opinião, não é um sentimento de fácil descrição, mas perfeitamente identificável quando acontece. Lembro-me que, durante a minha infância, todas as tardes sentia a "felicidade pura" e, sem preocupações, lá partia libertino para mais um período de brincadeira.

Contudo, os anos passam, as responsabilidades aumentam e a liberdade restringe-se. A liberdade de fazer o que nos apetece, sem pensar em problemas, em trabalho, ou neste e naquele pormenor que não pode ser descurado.

Não me parece que seja um sentimento exclusivo da minha pessoa, porque quando observo crianças a brincar consigo identificar-lhes a "felicidade pura". Só existem elas e o momento. Somente o presente interessa. Não há futuro e o passado, por mais horrendo que seja, desvanece-se. O mundo pára e elas ali estão... verdadeiramente felizes.


2 comentários:

Miss quero-paz-no-mundo-e-tal disse...

Subscrevo :) a este post!
Eu já tinha vindo ao teu blog mas pensava que só falava de futebol e por isso tinha posto uma cruz vermelha ;) mas com posts assim já me vou tornar visitante. Quando houver bola abstenho-me.

Carlos Almeida disse...

É um bom acordo. A bola vem só às vezes... cada vez mais raramente.