28/06/2009

Avenged Sevenfold - Afterlife

A qualidade de uma banda define-se muito pelo nível da sua sonoridade ao vivo. Estes meninos americanos dos Avenged Sevenfold demonstram que qualidade não lhes falta. Ultimamente, têm sido uma autêntica lufada de ar fresco no rádio no meu carro, apesar de não serem propriamente um conjunto recente.

27/06/2009

Assim se fecha mais um ciclo...

No término de cada ano lectivo, muitos são os professores que fecham ciclos de longa data com algumas turmas. Não são momentos fáceis, afinal de contas foram anos de uma relação, por vezes, estudada ao pormenor. As estratégias para ensinar a matéria X ou para compatibilizar o aluno A com o aluno Z, entre outras, tornam-nos conhecedores natos das virtudes e dos defeitos dos miúdos. Arrisco-me a dizer que, frequentemente, acabamos por conhecer melhor o aluno que os próprios pais.

Mas, que mais podemos dizer no momento do "adeus" ou do "até breve"? Resumir uma série de emoções, informações, diálogos, monólogos, elogios ou reprimendas num par de parágrafos não se afigura como uma tarefa simples. Colocaram-me esse desafio e eu fi-lo da seguinte forma:

"Caros alunos,

Foi um enorme privilégio acompanhar o vosso desenvolvimento pessoal e escolar ao longo dos últimos três anos da vossa infância. Fico muito feliz por observar que todos vós, uns com mais e outros com menos dificuldades, conseguiram terminar com sucesso o vosso percurso na Actividade Física e Desportiva (actividade de enriquecimento curricular), estando, por isso, preparados para superar os desafios na disciplina de Educação Física, no 5º ano de escolaridade.

Espero que tenham gostado de trabalhar comigo, tanto quanto eu gostei de o fazer convosco. Quando precisarem, podem sempre contar com este vosso professor. Decerto que nos voltaremos a encontrar. :)

Desejo-vos as maiores felicidades para o futuro,

Carlos Almeida"

Mesmo que não entendam tudo por agora, fica para mais tarde recordar. E assim se fecha mais um...

18/06/2009

A falsificação no futebol de formação

A arte de falsificar jogadores nos escalões de formação de futebol não é uma novidade para ninguém. O anseio pela vitória deturpa as mentalidades dos agentes desportivos, conduzindo-os facilmente a enveredar por caminhos ilegais que em nada dignificam a modalidade desportiva em si e o processo de formação de futuros cidadãos saudáveis, activos e moralmente bem desenvolvidos.

Infelizmente, eu tive a oportunidade de assistir e comparticipar em algumas destas trafulhices. Por um lado, posso alegar que era menor de idade e não tinha bem consciência do que estava a fazer, o que acaba por não ser mentira nenhuma. Por outro lado, já com a consciência bem formada, apenas saliento que não me deram alternativa, pois tratou-se de num caso muitíssimo complexo (apenas tinha cinco jogadores disponíveis e acabei por fazer alinhar um jogador mais velho). Fi-lo essencialmente para salvaguardar, física e psicologicamente, os meus cinco miúdos e não para obter qualquer vantagem no plano desportivo.

Anteontem recebi um e-mail de um colega a denunciar uma situação flagrante no escalão Infantis (Sub-13), no âmbito da fase final do campeonato distrital de Futebol 11 da Associação de Futebol de Lisboa (AFL). O Real Sport Clube de Massamá decidiu, pelo que me foi dado a entender, a utilizar um jogador com uma maturação excepcionalmente avançada. Tão excepcional que induz qualquer pessoa minimamente conhecedora do meio a conjecturar: "Se este puto tem 12 anos, eu já estou na terceira idade".

Atentem na expressão do jogador do centro, como que a indagar: "Será que o gajo [árbitro] me topou?". Por sua vez, o seu companheiro da esquerda parece preparar-se mentalmente para o que seria o melhor "round" de sempre do boxe nacional, caso o árbitro entendesse que não estariam reunidas as condições para participarem no encontro.

Pelos vistos jogaram mesmo e o clube visitado - Sport Grupo Sacavenense - enviou um comunicado à AFL a manifestar a sua indignação. Se a irregularidade for comprovada e os responsáveis da AFL forem tão drásticos como foram os da Associação de Futebol do Algarve (AFA) com o Império FC (Olhão) num caso análogo, o Real Sport Clube poderá incorrer numa pena bem nefasta para os seus jovens nos escalões de formação, enquanto o treinador e os dirigentes poderão continuar a exercer sem qualquer penalização.

Nos dias que hoje correm condeno todo o recurso à falsificação de jogadores sob qualquer tipo de pretexto, sobretudo porque ao se proporcionar tais discrepâncias maturacionais está-se, explicitamente, a aumentar a probabilidade da ocorrências de lesões desportivas e de maior gravidade, para além de se desconsiderar todos os princípios éticos que deveriam reger o fenómeno desportivo.

13/06/2009

Da condição humana, ninguém se livra

Estava a ler um artigo e subitamente lembrei-me de um episódio, no mínimo, hilariante. Numa aula do mestrado, o conceituado professor de uma cadeira extremamente secante, muito entusiasmado pela matéria que estava a leccionar, decidiu apelar aos alunos que procurassem no google a seguinte expressão: "ten mil steps".

De entre a soberba gaffe "portinglesa", a cumplicidade dos olhares cruzados e as gargalhadas mudas que foram dadas naquela sala somente nos confirmam que da condição humana, ninguém jamais se livra. :)

11/06/2009

Portagem 16

Quantos de nós - algarvios - após um percurso de mais de 250 km não ficamos retidos às portas de Lisboa, nas portagens da Ponte 25 de Abril? Para quem, como eu, nunca teve paciência para a via verde, está-se sujeito a enormes períodos de espera para entrar na capital.



Contudo, uma pessoa que muito estimo alertou-me para uma escapatória perfeitamente legal. Chama-se Portagem 16. Exceptuando o período entre as 6 e as 10h dos dias úteis (aberta exclusivamente a transportes públicos), esta portagem já me poupou, até à data, algumas horas de espera. O único cuidado a ter é ao encostar tudo à direita, cruzando as faixas de rodagem provenientes de Almada. Porque não?